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As comparações da crise atual com a crise de 29 abundam na mídia, e, apesar dos exageros, de fato, naquela época muitos bancos pediram falência. Um dos marcos da regulação Rooseveltiana foi o Glass-Steagall Act que, entre outras coisas, impôs a separação entre bancos comerciais (Citi, Chase, Bank of America) e bancos de investimento (Goldman, JP Morgan, Morgan Stanley). Este é talvez apenas o mais emblemático exemplo de uma série de leis que objetivavam a desconcentração do sistema bancário americano. O grande argumento (ou mesmo medo) dos legisladores que aprovaram tais leis era o aparecimento de instuições que concentrassem muito poder, ou que se tornassem tão grandes que não poderiam falir sem levar o resto do sistema financeiro americano com elas.
A obrigação da separação entre os bancos comerciais e bancos de investimento só caiu em 1999 por uma pressão enorme do Citibank para que o Congresso aprovasse sua fusão com a seguradora Travelers. O argumento econômico era que o Citi não conseguia competir em igualdade de condições com seus rivais europeus, todos eles bancos universais.
Seguindo a risca a cartilha de reconstruir toda a regulação Rooseveltiana, Paul Volker, ex-presidente do Fed e chefe do conselho econômico de Obama, defendeu ontem a separação entre bancos comerciais e bancos de investimento.
Volker urges dividing investment, commercial banks
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